Imprimir

Presidente da FE quer expandir e manter qualidade

Pedro Cesar Galassi smallO presidente da Fundação Educacional de Ituverava Pedro César Galassi concedeu entrevista ao Jornal O Progresso esta semana e falou do início na sua gestão na entidade que atualmente é o maior patrimônio do município.

Além da enorme responsabilidade e desafios, Galassi assume a instituição no momento em que país tenta superar a maior crise de sua história.

Para vencer esta etapa, ele confia na qualidade adquirida pelos cursos das faculdades FFCL e Fafram e dos Colégios Nossa Senhora do Carmo (COC) e Liceu Van Gogh (Anglo).

Galassi, no entanto, pretende expandir na prestação de serviços e explorar outros mercados mantendo a qualidade, principal marca das mantidas. O presidente adiantou que, através da sua diretoria e conselheiros, a FE estuda a possibilidade de implantação de um terceiro campus em outra cidade.

A entidade adotou ainda o sistema de contratação por meio de processo seletivo. O trabalho foi tão bem sucedido que em breve a Fundação também poderá oferecer esta modalidade de serviço para contratações em outras empresas bem como realizar concursos para prefeituras e autarquias públicas.

“Temos que enxergar a Fundação como uma empresa. Nunca ela vai se descaracterizar ou deixar de ser uma entidade sem fins lucrativos, mas precisamos pensar numa empresa com receita suficiente para manter todas estas despesas que temos hoje e estes projetos foram muito bem aceitos”, declara o presidente.

Progresso: Que avaliação o senhor faz destes primeiros meses na presidência da Fundação Educacional de Ituverava?
Pedro César Galassi: A avaliação que fazemos é que temos os cursos de qualidade e o que hoje nós da presidência, diretoria executiva e o conselho lutamos é mantermos os R$ 6 milhões em bolsas de estudos concedidas, mantendo a qualidade de ensino, não temos quantidade de alunos se comparado às grandes universidades, mas temos qualidade e vamos cada vez melhorar os convênios com as prefeituras e outras entidades para darmos um apoio não somente para nossa cidade, como para os municípios vizinhos serem beneficiados com esta instituição.

Progresso: Quais projetos já implantados e outros que pretende implantar na instituição?
Galassi: Os projetos temos em mente, porque hoje a Fundação é uma instituição que cresceu muito e se tornou uma grande empresa para o tamanho de Ituverava. Nós temos projetos de crescimento, alavancando com a busca de mais alunos e talvez a gente tenha a necessidade de abrir um campus fora de Ituverava. Já estudamos isso junto com o conselho e tenho certeza que abrangeremos um crescimento fora do município porque hoje para ser compatível com a Fundação Educacional, Ituverava teria que ter 60 mil habitantes. A empresa Fundação Educacional ficou grande para Ituverava, por isso a necessidade de expandirmos.

Progresso: Como seus projetos estão sendo avaliados pelo conselho e diretoria?
Galassi: Temos que enxergar a Fundação como uma empresa. Nunca ela vai se descaracterizar ou deixar de ser uma entidade sem fins lucrativos, mas precisamos pensar numa empresa com receita suficiente para manter todas estas despesas que temos hoje e estes projetos foram muito bem aceitos.

Hoje nós contamos com 11 gestores e todos os nossos colaboradores são subordinados a um gestor e quem não tiver qualificação certamente serão dispensados e os novos contratados serão por processo seletivo.

Para ingressar na Fundação, todos os filhos de Ituverava e da região podem deixar seus currículos no RH (Departamento de Recursos Humanos) e vamos avaliar os currículos e convidá-los para fazer o processo seletivo e sendo qualificada para aquele setor, será contratada.

Progresso: Como tem sido a aceitação por parte dos colaboradores?
Galassi: A aceitação dos colaboradores foi boa, estão todos motivados, começando do jardineiro e da equipe da faxina até os diretores e todos os gestores estão motivados com estes projetos e o pessoal está animado e aceitaram bem, principalmente pelo pessoal ter acatado este projeto, tenho certeza que a Fundação somente tem a ganhar com isso.

Progresso: Em sua opinião qual o principal desafio da Fundação Educacional, principalmente neste momento de dificuldade que o país atravessa?
Galassi: Hoje vivemos uma situação política e econômica muito difícil acarretando no aumento do desemprego, isso infelizmente reflete na inadimplência que é alta. Alunos que ingressam nos cursos e desistem e isso gera uma dificuldade, mas temos que ser criativos e buscar novos projetos.
Esse ano foi um ano atípico, colocamos em prática um desconto com alunos e fizemos parceria com Associação Comercial oferecendo parceria com 25% para alunos novos, do mesmo modo para as prefeituras para tentar aumentar o número de alunos.
Já conseguimos aumentar o número de alunos em relação ao ano passado, enquanto muitas instituições de ensino estão passando por dificuldades. Por sermos uma entidade não tão grande como as instituições de ensino que temos na região, e com a situação econômica ruim, temos que ser criativos agora.
Acredito que numa situação difícil economicamente, sei que existem muitas ferramentas para aplica-las e coloca-las em funcionamento junto com grupo de gestores e cada um com sua ideia tentar melhorar.
Esse momento de crise vai passar, já está melhorando, temos que acreditar e acho que para o próximo ano será mais fácil para trabalhar, é isso que temos que acreditar.

Progresso: E este processo seletivo implantado também pode ser oferecido para outras empresas?
Galassi: Dentro desta necessidade de sermos criativos neste momento de dificuldade que atravessa todo o país, nós vamos ter uma prestação de serviços para as prefeituras e empresas que precisarem de processo seletivo até à realização de concursos. A Fundação Educacional de Ituverava pretende prestar este serviço como a Vunesp e a FGV e temos mais estes produtos para trazer divisas para Ituverava.

Progresso: Qual a importância da Fundação Educacional para Ituverava?
Galassi: Sempre digo que a Fundação Educacional de Ituverava é o maior patrimônio de Ituverava. Não é um dente na engrenagem, ela é o eixo. Hoje temos uma folha de pagamento de R$ 1,8 milhão e 600 colaboradores, compramos tudo aqui dentro de Ituverava, porém, com três orçamentos.

Trazemos em torno de mil alunos que cursam Agronomia e Medicina Veterinária e que residem aqui, consomem na cidade no nosso comércio deixando suas divisas aqui, de forma que cada aluno gera no mínimo um emprego cada, desde de aluguel, pessoas contratadas para limpeza das moradias, restaurantes, supermercados, postos de combustíveis e outros.

Hoje a Fundação indiretamente gera 2.500 empregos e junto com a Saúde, através da Santa Casa que sustentam Ituverava e precisamos ter a terceira economia, pois se ocorrer algum imprevisto que afete a Educação e a Saúde, podemos ficar em uma situação difícil.

Precisamos hoje junto com o Poder Executivo para fazermos uma integração entre Prefeitura, Santa Casa, Fundação, Clubes de serviços e todas demais entidades para unirmos e tentar um distrito industrial. Hoje muitas empresas de Ituverava estão dentro de um ovo e não podemos deixar agourar, temos que cuidar dele, se preciso coloca-lo em uma incubadora que é o distrito industrial para se deslanchar, o que é um sonho meu e de muitos ituveravenses.

Eu gostaria de aproveitar a oportunidade, para agradecer a todos os membros do conselho, vice-presidente César Luiz Mendonça, membros da diretoria executiva, todos os colaboradores e aqueles que defendem e se preocupam com FE pela confiança e total apoio neste início de gestão, espero continuar contando com a colaboração de todos.

Pedro Cesar Galassi
O presidente da Fundação Educacional de Ituverava, Pedro César Galassi: crescimento

Fonte: Jornal O Progresso

Veja Também

Prev Next